sábado, 5 de outubro de 2013

MEU CARO AMIGO DAMIÃO LUCENA:




Assisti, com tristeza, as colocações que você fez ao meu respeito, nesta sexta-feira (04.10), aos microfones da Itatiunga, emissora que com orgulho ajudei a construir, em programa pago pela Prefeitura Municipal de Patos.

Mesmo sem citar o meu nome, mas, como toda a cidade sabe a quem você iradamente acusou, e, mesmo longe de querer polemizar, sobretudo com você a quem ví nascer para a imprensa, garoto ainda e, a quem mesmo indiretamente ajudei a subir, o apoiando e incentivando para que finalmente chegasse onde chegou, fiquei surpreso com suas colocações, já que sinto-me, mesmo que modestamente, corresponsável, também, pelo seu sucesso.

Pois é, fiquei magoado. Sei que você é sobejamente conhecido pela sua capacidade de trabalho. Ocorre que nunca imaginei que, na defesa de quem o emprega profissionalmente, pudesse eu, velho colega e amigo, ter provocado sua ira por um comentário feito neste espaço que, gratuitamente, uso no Patosonlin, tendo a honra de ser lido por boa parte dos leitores deste blog e nada, absolutamente nada, ter sido dito em sua direção.

A matéria que foi alvo da sua ira nada tem de ofensivo à atual administração. Apenas perguntei - e você como jornalista sabe que perguntar não ofende – qual o critério que seria usado nesse tal de “Patos Pra Frente”, que, continuo achando ser um programa que visa, apenas, dar satisfações às periferias de atos administrativos que deveriam ser tocados no dia-a-dia, através de uma bem elaborada e planejada gestão.

Em sua incompreensível ira, na defesa da gestão administrativa atual, você fez algumas colocações que me obrigam esclarecer, muito embora repita, não querer levar à frente, problemas tão pessoais que nada acrescentariam ao meu curriculo profissional e muito menos ao seu.

Em primeiro lugar devo enfocar que se estou citando seu nome nesta despretensiosa matéria é somente porque, em nome da coerência por um trabalho de mais de cinquenta anos, não me cabe o direito de “camuflar” ou de esconder destinatários já que, por não ofendê-los pessoalmente, sempre assinei minhas matérias, assumindo por elas, total responsabilidade.

Vamos aos fatos, apenas para que os patoenses não fiquem na dúvida sobre se sou ou não digno de receber deles toda espécie de consideração e apreço, que me deixam sinceramente agradecido.

1 – “Cuspir no prato que comeu”:

- Sempre procurei ser honrado em minhas atividades profissionais. Da atual prefeita Francisca Mota, quando deputada, alguma coisa que recebi foi em pagamento por serviços prestados, tais como publicidade na revista O Nosso Recada que por mais de dezesseis anos mantive, com a decisiva colaboração de Pedro Oliveira. Pela atuação nas várias campanhas que ajudei a coordenar, nunca recebi um “tostão furado”, e por isso não me arrependo (Pedro Leitão, dentre outros podem provar o que digo). As vezes que a visitei em João Pessoa, em seu gabinete na Assembléia, o fiz por pura cordialidade, nunca para pedir gasolina, passagem ou coisas desse gênero, que muitos costumam fazer, em troca de “favores”. Na Itatiunga, fui pago regiamente por tudo o que tive direito – fruto do meu trabalho -, não se constituindo isso, de forma alguma, manifestação de aproveitamento de minha parte. Apenas trabalhei com afinco e fui pago pelo quer fiz, Colaborei ainda com outros serviços “intelectuais” de interesse da então deputada, que por não virem ao caso, deixo de nominar, sem nada receber por isso. Sempre fiz e se ela um dia voltar a necessitar, estarei pronto a atendê-la, tendo em vista que, pelo menos da minha parte, não há, absolutamente, nada que me impeça de executa-los prazerosamente.

Portanto, a expressão “cuspir no prato que comeu”, não tem nenhum sentido. Não recebi dinheiro algum além do que produzi profissionalmente pelo meu trabalho e disso me orgulho. Não fiquei devendo favores e muito menos os merecendo.

2 – “Pago para servir ao esquema contrário”

Tenho a consciência tranquila a esse respeito. Se os adversários são Dinaldo, Dinaldinho ou até mesmo o governador do Estado, respondo que nem ao menos sei onde moram, nunca me encontrei com nenhum deles a não ser em “enterros” e desafio Patos inteira a provar o contrário. No grupo dito “adversário”, votei independentemente em Dineudes Possidônio, para prefeito e em Dinaldinho, para o mesmo cargo, na última eleição, sem pedir nada em troca, forma idêntica a que procedi quando votei em Nabor Wanderley, em eleição anterior, na década de noventa, e para o seu segundo mandato; em Hugo, para deputado federal e em Francisca Mota, em todas as eleições as quais concorreu, exceção, apenas ao pleito de 2012, por entender, e agora tenho certeza, que ela era muito mais útil a Patos no desempenho das funções de deputada estadual do que tentando “descascar o abacaxi” que encontrou na Prefeitura. Caso perdure ainda a dúvida sobre o meu comportamento em fase de escolha de candidatos, pode perguntar a todos os citados, notadamente a Dineudes, adversário ferrenho em 2004 e hoje leal integrante do staf da Prefeitura em quem votei e ajudei modestamente durante a campanha. Ele, honestamente, dirá quanto me pagou pelo trabalho e pelo voto. Ou então, ao próprio Nabor, a Francisca ou a Hugo. Eles, naturalmente, sérios e honestos que são, devem confirmar o que disse acima. Faça a mesma pergunta ao seu amigo Ivânio Ramalho em quem votei para prefeito. Indague a ele quantas vezes o procurei na prefeitura ou fora dela, na busca de solução de quaisquer interesses pessoais.

3 – “Frustrado, escondido e esperando a morte”.

Não sou frustrado, simplesmente por que sempre vivi dentro de minhas limitações, feliz com minha família e com meus amigos, livre para pensar e agir, graças a Deus, sem “rabo preso”.;

Tenho endereço certo e sabido, portanto, não me escondo. Na dúvida, pergunte aos líderes do esquema a que você pertence, se eles sabem onde moro, se já não me visitaram algumas vezes pedindo votos;

Quanto a estar somente esperando a morte chegar por ser considerado velho (lembre-se que sou da idade da Prefeita, que todos querem ter viva, inclusive eu ), respondo que tanto espero, que procuro viver com dignidade para, quando ela vir, pelo menos junto aos meus, deixar saudade e não vergonha. Espero, igualmente, que ela demore a chegar e que o seu prognóstico ou desejo, só se realize - não sei se para a sua decepção, acredito que não -, muito tempo à frente, para que, possa participar ainda um pouco da vida de meus netinhos e demais familiares e amigos e festejar, com alegria, futuras vitórias deles, e até mesmo as suas, caro amigo, que sinceramente almejo.

Outros exemplos de dignidade eu poderia citar, tais como ter sido vereador por seis anos, e nunca ter empregado um parente na Câmara e nunca ter, sequer, entrado na Prefeitura, a não ser quando o meu saudoso irmão Virgílio Trindade assumiu por alguns dias, no impedimento legal do titular, Rivaldo Medeiros. Na dúvida, consultar os meus ex-colegas, de qualquer partido, inclusive do seu próprio, tais como Chico Bocão, Orlando e Juracy, que graças a Deus continuam vivos. Eles poderão com isenção, dar depoimentos a respeito de minha conduta como parlamentar e homem público.

De resto, amigo, dizer que continuo falando ou escrevendo com liberdade e responsabilidade, sem comer o “pirão de milho” que alguns coleguinhas adoram, sem denigrir a honra de quem quer que seja, apenas entendendo que os gestores perdem a privacidade quando assumem cargos públicos e, por isso, são passiveis de críticas. Alguns, por desconhecerem, de propósito, a liberdade de expressão garantida constitucionalmente, ou talvez por estarem acostumados a apenas receberem louvores “gratuitos”, estranhem quando alguém os critica, na tentativa de ajuda-los a acertar, e pagam para que sejam compelidos a se calarem.

De minha parte, continuarei como sempre fui, trilhando o caminho que tracei, procurando sempre ser digno e honrado, sem me incomodar com o trabalho dos colegas a quem admiro e incentivo para que busquem na imprensa apenas a verdade dos fatos, relatando-os com isenção e ética, sem se submeterem ao jugo dos poderosos de plantão.

E a você, velho colega, o desejo de que este assunto seja definitivamente encerrado e que sigamos como sempre fomos: bons e sinceros amigos.

Um forte abraço:

José Augusto Longo

(josaugusto09@gmail.com)

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