segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Cotidiano de uma cidade



Um passeio esta tarde de domingo me fez ver direitinho como está minha cidade.
Estive durante a tarde na casa de um amigo advogado que mora próximo ao Recreio Maçônico, fizemos um acordo de que ele não me traria de volta para casa, coisa que ele não cumpriu e me deixou próximo ao Posto Patoense de onde vim caminhando até minha residência.

Viemos por ruas calçadas e depois asfaltadas até o citado posto, legal conforto para os veículos. Descendo pela rua lateral a antiga fábrica da Carreiros encontrei um cachorro que agonizava com as feridas em todo o seu corpo, comecei a perceber as primeiras falhas da administração com relação à saúde animal. Durante muito tempo foi prometido um centro de zoonoses que não sai do papel, talvez porque animais não dão votos. Alegaram ter um projeto para o tal centro, mas, pelo que conheço, projetos bem elaborados tem sucesso, assim como o projeto do tal teatro que nunca vi antes em minha vida, já tem nome muito antes da edificação. Coisas de Patos.


Do Posto Patoense até chegar a minha residência na Peregrino Filho, só passei por ruas asfaltadas, diga-se de passagem.
Doeu-me o momento que passava em frente ao antigo Cine São Francisco que mostra como se encontra nossa cultura. Num ato de covardia, os compradores daquele prédio o demoliu para que não houvesse tempo hábil de o tombarem assim como fez a construtora Carvalho ao comprarem a residência onde funcionou a antiga APAE e assim prevalecer o interesse financeiro.


A Prefeitura de Patos que não entrou na jogada dos proprietários do cinema, também não mostrou maior interesse em desapropriar a área para construir um prédio para abrigar a cultura local. E não me venham mais uma vez com “estória” de projetos, porque fui testemunha na cidade de Monteiro no cariri paraibano, quando membros do Ministério da Cultura informou que o setor tem muito dinheiro para a cultura, o que falta é projeto, isto mesmo projeto e não interesses outros.
A cultura da cidade de Patos se resumiu a um simples São João, que, diga-se de passagem, particular, onde as porteiras existentes servem mais para monitorar as marcas de bebidas que entram no evento do que propriamente a segurança do local.
Também temos que observar uma coisa, a maioria dos prefeitos que comandaram os destinos desta cidade, não é natural de Patos, inclusive a prefeita eleita. A grande maioria veio do vizinho município de São José de Espinharas.
Bom, mesmo assim cheguei à minha casa onde durante muito tempo não tinha o acesso asfaltado e este ano resolveram fazer um bigode, ou seja, a rua é asfaltada só metade o que depois até achei legal porque não a deixa tão quente.
Foi um ótimo passeio e que deverei fazer outras vezes para sentir de perto o que acontece em minha cidade.

Por Marcelo Negreiros

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